The Shadow Hunter

The Shadow Hunter
Keep it Simple

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

The Meaning of a Moment

True love is in an instant;
But it isn't a thing to be defined.
It's a verb - an action that manifests itself in infinite universes of contingency.
So, I don't love you,
I just give you the love I want to give.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Autenticidade e significado

O sociólogo do trabalho Domenico de Masi em sua obra "O ócio criativo" descreve três atividades necessárias para o ser humano - o trabalho, o lazer e o aprendizado. Ele explica que na sociedade industrial havia uma divisão clara de locais para cada uma delas. Haveria um local de trabalho, outro de lazer e outro de aprender. A fábrica, o circo e a escola são exemplos simbólicos desta divisão.

Atualmente, esta separação está se transformando em função de uma convergência. Em outras palavras, a cultura está se amoldando para convergir em um só lugar os atos de produzir, divertir-se e aprender. A premissa seria se chegar a um ponto em que estas três dimensões de prática estejam implicadas em cada experiência cotidiana.

Liga-se muito este tema ao de liderança hoje em dia. Isto se dá pois o mundo atual passa por um momento de transformação em pensamento, sistemas de crenças, valores e ideologias. A figura de um líder consta naturalmente como algo indispensável na condução do grupo ou sociedade em direção à resolução de seus anseios. O que fundamnta uma mudança desta magnitude e profundidade é um incômodo comum e evidente para todas os indivíduos em conjunto. Nesta situação, o desejo de todos torna-se o de "que a situação do presente fosse diferente da que está". Então, o líder é instituído pelas próprias condições implicadas para ajudar o grupo de pessoas a buscar aquilo que elas mesmas desejam.

Com relação à separação entre as três vertentes de atividade de De Masi, observa-se que, quando atuando isoladamente em cada uma delas, o indivíduo sentirá falta das outras duas. Se o homem só vai a escola, ele não terá jamais consciência de seu verdadeiro conhecimento e o vazio deste exercício torna-lo-á tão monótono que não haverá progresso na finalidade de aprendizado. Se o homem só se diverte, a atividade se tornará repetitiva e vazia até deixar de provocar prazer e perder totalmente sua razão, o que levará a condição do indivíduo para apatia e desmotivação. Se o indivíduo só realiza o movimento de trabalho, sem pensar sobre este e aprender durante o processo, sem contemplá-lo para se entreter com as curiosidades, ele acaba percebendo que está tomando um lugar de "coisa". Ele se sente desprovido de personalidade e consciência.

É possível perceber que o ideal deve ser o equilíbrio, mas na prática não é tão simples como o ato de mover a peça de xadrez e aguardar o próximo movimento do adversário. As pessoas são educadas em geral para perceber equilíbrios estáticos e, assim, proceder com lógica sobre problemas que não estão em constante mutação. Para este caso de se buscar o equilíbrio interdependente entre estas tês vertentes de ação, enfrenta-se um cenário com múltiplas variáveis, cada uma entrando e saindo de influência condicionante sobre a situação. Se o indivíduo deixa de decidir e agir por um instante, o cenário já mudou e sua ação torna-se ineficaz. Quando as condições implicadas no prcesso se encontram em constante mutação caótica, a lógica pura e simples não determina a capacidade de responder eficazmente.

Tudo isso deixa as pessoas cada vez mais com medo de agir, pois nossa cultura prega o acerto, o sucesso. Essa pressão social isola os "fortes" em "prisões sociais", cujas barras são feitas de orgulho. Não é a toa que se ouve que depressão é "doença de rico". Os que recebem a alcunha de "fracos", por sua vez, tornam-se rancorosos. Eles criam alternativas que vão desde fugas psicológicas para aceitar sua condição, passando por atitude crítica aos diferentes deles, até culminarem em pretender que os outros mais favorecidos sofram. Thomas Friedman (O Mundo é plano - 2005) citou um caso entre diferenças entre culturas influenciando na situação de conflito que se dá entre dois países no oriente. Um menino de determinada cultura, quando perguntado sobre o que achava de uma mansão luxuosa avistada dizia: "Muito bonita, quando eu crescer vou comprar ela do atual dono.". Uma outra criança, da outra cultura, responderia: "Muito bonita. Quando eu crescer, vou matar o atual dono". Como não deve ser o sofrimento do dono da casa, por viver com medo, e do futuro adulto sem prespectivas de vida diferente da miséria.

Outro pensador da atualidade, Zygmunt Bauman, discorre sobre o sofrimento que se instaura no ser humano nesta condição em sua obra (BAUMMAN, 1997, Pág 33) quando diz, por exemplo:

- "É exatamente com ela [a segurança] que não podemos mais contar. Ém vez dela vivemos com a companhia constante de uma profunda ansiedade que se faz tão mais presente quanto tão mais as tentativas de uma segura apreensão do real se intensificam."

Não há segurança pois a separação organizada não mais existe. O indivíduo deve se adequar naturalmente àquilo que o mundo lhe pede. O constante aperfeiçoamento não pode ser visto como um grande desafio, mas como uma maneira de conduzir a própria vida em função de um significado. O esforço deve ser parte natural e integrante da experiência. Assim como uma partida de futebol diverte o jogador no fim de semana, ela também exige grande esforço, mas ninguém que o pratica viria a se queixar. O sucesso será cada vez mais medido pela capacidade de cada um de produzir valor, e cada vez menos pela posição ocupada.

Autenticidade, do grego "Αυθεντικότητα", sugere algo verdadeiro, genuíno, legítimo. O "significado" aqui abordado é a meta criativa para a qual se dirigir os próprios esforços. Uma pessoa verdadeiramente consciente em determindada situação é aquela que enxergou o verdadeiro significado de seu anseio. Nesses tempos pós-modernos, as pessoas cada vez mais se isolam em individualismo e se viciam em não ouvir umas às outras. Entretanto, compreender o outro é sempre muito mais simples que compreender a si mesmo. Se já há grande dificuldade em sequer prestar atenção ao outro, quanto será que os indivíduos são capazes de estar atentos a si mesmos? Sem este valor de se estar atento ao outro, não há como sequer cogitar encontrar o "significado" nas relações. Sem estar atento a si mesmo, não há como se encontrar este naquilo que se faz. E sem este, a “autenticidade” não tem bases para fluir, pois não se escolhe ser autêntico. Ou se é, ou não é, dependendo do quão fiel se está em relação àquilo que se acredita, àquilo que “significa” algo para si mesmo ou para um grupo.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Competição vs. Inovação.

Como o ambiente cultural limita a capacidade de uma equipe como um todo produzir inovação.

O ambiente cultural estimula as pessoas a individualmente produzir valor de invovação quando cria um sistema de recompensas baseado neste fundamento. As pessoas naturalmente desejam sucesso em suas carreiras, por isso é natural que busquem produzir isoladamente mais e melhor que os demais colegas de trabalho. O outro, o colega é a referência para esta pessoa. Se ele produz mais valor que ela, ele está na frente dela na competição por prêmios e promoções.

A empresa ganha com isso por estimular os empregados a produzir o máximo possível de seus potenciais individuais. No entanto, este mesmo estímulo limita o potencial da equipe como um todo para o mesmo fim. A equipe possui um estatus diferente quando atua com sinergia sistêmica. Uma cominidade de prática e inovação funciona como um organismo vivo e é capaz de gerar diversas vezes mais valor do que a soma de cada um dos talentos individuais que a compõem.

Se uma pessoa precisa que as demais em seu grupo estejam abaixo dela para se destacar, é natural que ela se posicione de maneira a evitar ao máximo compartilhar seus recursos. Em outras palavras, ela vai tentar no mínimo maximizar o uso de seus recursos a favor de si mesma apenas, aos olhos dos medidores e avaliadores. Ela não vai se envolver em algo que não apareça para os medidores. Não é necessário descrever possibilidades até piores do que estas, as quais involveriam críticas, sabotagens, má fé e inúmeros outros conflitos improdutivos.

Não vejo "Sucesso no negócio do cliente" sendo expresso nos valores corporativos desta pessoa. No entanto, observei que este é o perfil que é escolhido para avançar mais rapidamente na carreira em muitas empresas. Pessoa assim, dentro de um grupo que tenta formar um módulo de comunidade de prática acaba contribuindo negativamente, pois ela tentará abafar e sabotar qualquer idéia que não leve o seu nome na capa. Por outro lado, é comum também que ela tente produzir coisas sem consultar o conhecimento do grupo como um todo. Muitas vezes ela produz ditas "inovações" que no fundo não passam de reinvenções da roda. Por vezes, ela consegu até mesmo vender esta "renovação" como novidade. A gerência não tem condições de avaliar propriamente e acaba premiando o indivíduo. Isto leva os demais à sensação de injustiça, ou pior, de inadequação.

O que acaba acontecendo é que uma primeira pessoa na equipe consegue criar um objeto de valor inovativo e ser promovida. As demais pessoas tendem a reproduzir em seguida aquele mesmo tipo de produto.

Ao meu ver, o caminho deve ser trilhado sob o que está inscrito nos valores corporativos de empresas como a IBM, onde trabalho. Esta não é o que seus valores descrevem hoje, mas valores corporativos estão lá para comunicar ao mundo quem a organização, o grupo, a nação pretende estar sempre a se tornar. A competição de cunho meritocrático deve ser baseada na capacidade da pessoa ser a melhor possível de si mesma. Os gerentes devem avaliar o desenvolvimento desta pessoa e julgar sua competência pela solidez e intensidade de sua curva de evolução. O mero dia-a-dia é um desenvolver-se para se ter condições de assumir papéis cada vez mais desafiadores. Assim, este desenvolvimento naturalmente cria pessoas com aptidão para preencherem as vagas de status superior, ou seja, aptidão para serem promovidas.

A comunidade de prática não só é uma maneira de produzir valor para a corporação de maneira estratégica, mas é um exemplo real de colaboração. Para que de fato funcione, seus indivíduoes tem de seguir determinados princípios que podem ser percebidos como uma expressão clara de valores como IBM ou da identidade de um indivíduo. Um exemplo seria prestar atenção ao outro e tentar compreender seu anseios e necessidades. Externamente isto é percebido de imediato como uma postura servil e humilde. Isto logo de início garante um favorecimento ao clima organizacional. A médio e longo prazos, o resultado se desenvolve no estabelecimento de relações sólidas de confiança e responsabilidade. Quando um ser humano se compromete com uma meta e vive o momento de seu alcance, ele experimenta o sentimento de satisfação. Se estar motivado tem a ver com ir em direção a algo que produz este sentimento, acredito que a meta de servir ao outro e aprender como melhor atender suas necessidades seja uma tarefa extremamente empolgante.

Nenhum ser humano detém todo o conhecimento. Ao focar no sucesso da outra pessoa e ela, simplesmente focar no seu sucesso de volta, ambos são continuamente auxiliados em suas respectivas eficácias e treinados pela simples condição implicada. Um aprende com o outro. Um zela pelo outro. Se o sucesso é o fim, a pessoa deve obter recursos para alcançá-lo. O recurso mais significativo sempre é aquilo que se aprende, pois não pode ser tirado. Neste sentido, se um foca no sucesso do outro, este um se treina a perceber como fazer com que o outro aprenda mais e melhor, e daquilo que fará maior diferença para ele. Se este um tem sucesso em "provocar sucesso", ele detém as competências para compreender como fazer isso. Logo, ele pode compartilhar. Se o outro, então, recebe este conhecimento, então o um é quem tem o sucesso provocado no ciclo seguinte.

Esta espiral é uma tentativa de descrever o que acontece no tempo, reduzindo-se o que está em defasagem de longo prazo para o momento atual. De forma figurada, transformando o que hoje se vê como semente em um ser atualizado.

Se aprendizado, domínio de conhecimentos e criatividade produtiva tem algo a ver com inovação, creio que a comunidade de prática tem condições de fazer a toda a diferença para o outro, para si mesma, para o cliente e para o mundo.

sábado, 10 de outubro de 2009

Um quê de diferente.

Por que não vivemos em harmonia,
uma só forma, em bela sinfonia...
Por que não fazemos arte no simples,
neste caminho ermo do dia-a-dia...
.
Pois se quando estou em um novo mundo
território vasto e desconhecido
vejo o todo de formas distituído,
pois não há nomes entre tudo aquilo?
.
Eu nada sinto do que não conheço
E as vezes faço questão de dizer
que sim eu vejo, mas que que sinto um quê,
que é como o tal que todo mundo sente,
Mas, para mim, um quê de diferente.
.
Sei que ao menos eu sei não conhecer
Encho então minha mente com vazio
Em meu "assim", eu aceito o meu "quê".
Deixo o devir ser efeito no espírito.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O Gladiador

As transformações, a magia e os devaneios possuem basicamente a mesma essência. A própria identidade da coisa depende de não se conhecer a maneira pela qual ela opera. As pessoas desejam profundamente viver tendo experiências mágicas, mas ao mesmo tempo estão sempre tentando compreender como as coisas funcionam. Elas acham que devaneios são perda de tempo, pois não lhes dão conclusões. Rejeitam e tentam evitar que as coisas mudem, pois isso lhes traz ansiedade. Por fim, pregam que crer em magia é inocência, mas têm a fé espiritual como valor mais profundo.

Aparentemente as pessoas têm crenças mutualmente excludentes. São antíteses de verdades profundamente enraizadas. Vieses de pensamento perdidos em caminhos tortuosos para um sujeito sem destino. Elas vivem dentro desta agrura barroca. Criam sistemas sociais que estabelecem instituições e regras de comportamento baseadas em pura e simplesmente seu traço em comum de incoerência de pressupostos. Seus conflitos são nitidamente problemas inventados, catarse dissimulada e tentativas de transferência de responsabilidade sobre as próprias escolhas.

"A vocês, gladiadores, não lhes é dada a escolha de se comportarem como as pessoas comuns. Seu último dia na terra será hoje. Sua morte será aclamada por aplausos estrondosos. Seus valores mundanos não lhes mais farão diferença. Ao entrarem na arena, virem-se para aquele que rege o espetáculo e digam:"

- "Ave, César! Aqueles que irão morrer o saúdam!"

sexta-feira, 3 de abril de 2009

"Algo para refletir" - Crônica de Carol Stringuini

Queridos Amigos,

Estou escrevendo esta pequena crônica, devido a alguns fatores externos como: injustiça, mentira, falsidade, entre outras coisas fantásticas do gênero, que venho presenciando ultimamente.

No começo ia escrever somente para alguns amigos, porém achei que serveria para todos, mesmo sabendo que poucos irão guardar e talvez encaminhar, creio que será legal mesmo assim.

Bom, atento ao fato de estar extremamente lúcida ao escrever isto, e não ter utilizado de nenhum artifício alucinógeno (hahahaha), já que para os que me conhecem bem, sabem que a realidade por si só já me é bastante louca. Então, escrevo de bom grado mesmo...

Começo por relatar que muitas pessoas vivem em busca dos seus ideais econômicos, e devido a isto, vivem no caminho trabalho/casa, casa/trabalho. Não sei bem se são de fato seus próprios ideais, ou se por ideais impostos pela sociedade, porém o correr atrás do famoso din din acima de qualquer preceito, é o que me preocupa.

Peço então para que reavaliem suas vidas e pensem com carinho no que lhes vou pedir...

Peço para que percam a vergonha, andem até a beira da praia, construam um castelo de areia (isso mesmo, vc .. adulto.. hahaha), esperem aquela onda gelada te surpreender pelas costas e levar o castelinho todo embora, e daí caiam na gargalhada.

Peço para que desçam descalços na rua do seu prédio, juntem-se aos moleques para jogar a pelada do dia, deixe suas havaianas para demarcar o gol, e divirta-se como nunca.

Peço para que ao arrumar seu quarto, ao se deparar com o diário que escreveu provavelmente quando tinha seus 10/11 anos, que sente e releia. Para que possa ver o que na época era importante pra você, o que era considerado novo e admirável.

Peço para que ao andarem na rua, se verem um neném, admirem! Admirem o fato de que esta linda criaturinha nunca ter te visto na vida, mas mesmo assim, te entrega assim, de graça, o sorriso mais puro e meigo do mundo.

Peço para que vivam e não se deixem viver pela correria do dia-a-dia. Que façam essas coisas simples, pois a vida é a soma de pequenas coisas simples assim.

Tem algo que nunca podemos esquecer enquanto vivos, que é a certeza de que ao morrermos, nada irá embora conosco. Isso mesmo, seu Ipod de última geração, sua calça Diesel, seu Notebook, sua casa na praia e sua bolsa Prada ficarão aqui.Toda essa sua correria e gana para sempre ter o top do top, para sempre ser o top do top, tudo isso será deixado para trás.

Lembrar sempre que existe a lei do retorno, e que nunca podemos nos esquecer de tratar ao próximo como gostaríamos de ser tratados. A humildade e a atenção para com o outro é essencial, é uma filosofia!

Ao ver um programa no Animal Planet, o apresentador dizia que animais não tem nomes, que somente a raça humana se titula. Com isso pensei nas razões do porquê fazemos isso, e pude chegar a conclusão que queremos ser únicos, inesquecíveis e lembrados.
Daí vem o mais legal de tudo, pois você ao deixar este mundo não será lembrado pela calça que usava ou pelo cargo que exercia, porém será lembrado pelo o que fez e pela pessoa que foi.

Assim sendo, lhes pergunto: O que tem feito ultimamente? E qual sentimento seu nome traz ao ser lembrado?

Passem a ver o mundo com uma visão mais ampla da realidade, e não se intimidem em tentar fazer algo totalmente diferente e altruísta.

Não fiquem remoendo dores antigas, tentem algo mais difícil.. Perdoem. Digam com mais assiduidade que Amam, e deixem com que algo positivo seja construído na sua vida. Nada de fofocas, elas não constroem histórias com final feliz, somente servem para poluir nossos ouvidos e nos angustiar.

Se perguntem que ssementes e frutos querem deixar para seus filhos colherem? Que tipo de admiração deseja que seu filho tenha por você?

Enfim, confiem mais nas pessoas, se deixem sentir emoções, você não pode controlar tudo. Pode porém, mudar o seu rumo e ousar a ser feliz!

Me despeço aqui, e desejo a todos um mega, ultra, divertido e inesquecível final de semana! Qque Deus os guie e os abençoe intensamente!

(Por Ana Caroline de Almeida Stringuini Bernardo - Amiga, teamate, pensadora e esritora)

"Instantes"

Se eu pudesse novamente viver a minha vida,
na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais, seria
mais tolo do que tenho sido.

Na verdade, bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiênico. Correria mais riscos,
viajaria mais, contemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais
sorvetes e menos lentilha, teria mais problemas
reais e menos problemas imaginários.

Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata
e profundamente cada minuto de sua vida;
claro que tive momentos de alegria.
Mas se eu pudesse voltar a viver trataria somente
de ter bons momentos.

Porque se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos;
não percam o agora.
Eu era um daqueles que nunca ia a parte alguma sem um
termômetro, uma bolsa de água quente, um guarda-chuva
e um pára-quedas e, se voltasse a viver, viajaria mais leve.

Se eu pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço no
começo da primavera e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres
e brincaria com mais crianças, se tivesse outra vez uma vida
pela frente.

Mas, já viram, tenho 85 anos e estou morrendo...