The Shadow Hunter

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Keep it Simple

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O Gladiador

As transformações, a magia e os devaneios possuem basicamente a mesma essência. A própria identidade da coisa depende de não se conhecer a maneira pela qual ela opera. As pessoas desejam profundamente viver tendo experiências mágicas, mas ao mesmo tempo estão sempre tentando compreender como as coisas funcionam. Elas acham que devaneios são perda de tempo, pois não lhes dão conclusões. Rejeitam e tentam evitar que as coisas mudem, pois isso lhes traz ansiedade. Por fim, pregam que crer em magia é inocência, mas têm a fé espiritual como valor mais profundo.

Aparentemente as pessoas têm crenças mutualmente excludentes. São antíteses de verdades profundamente enraizadas. Vieses de pensamento perdidos em caminhos tortuosos para um sujeito sem destino. Elas vivem dentro desta agrura barroca. Criam sistemas sociais que estabelecem instituições e regras de comportamento baseadas em pura e simplesmente seu traço em comum de incoerência de pressupostos. Seus conflitos são nitidamente problemas inventados, catarse dissimulada e tentativas de transferência de responsabilidade sobre as próprias escolhas.

"A vocês, gladiadores, não lhes é dada a escolha de se comportarem como as pessoas comuns. Seu último dia na terra será hoje. Sua morte será aclamada por aplausos estrondosos. Seus valores mundanos não lhes mais farão diferença. Ao entrarem na arena, virem-se para aquele que rege o espetáculo e digam:"

- "Ave, César! Aqueles que irão morrer o saúdam!"

2 comentários:

Clara disse...

Caraca vai escrever bem assim lá longe rsrsrs!!
Excelente Carlinhos!

Henrique Rodrigues Soares disse...

Boas palavras meu caro... e gostei como futuro historiador o final épico.
Sds.